O dólar exibe um leve viés negativo nesta manhã de sexta-feira, 20, no Brasil, enquanto no exterior a moeda norte-americana tem sinais mistos ante as demais divisas, com os investidores de olho em uma bateria de dados econômicos norte-americanos. As tensões entre Estados Unidos e Irã também seguem no radar, o que mantém o petróleo no território negativo nesta manhã.

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O Ibovespa, por sua vez, opera com leve recuo nesta sexta-feira, refletindo ajustes após alta de mais de 1% na véspera, com o último pregão da semana marcado por vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista e uma agenda intensa de dados econômicos dos Estados Unidos.

Por volta de 12h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,01%, a 188.515,29 pontos, mas ainda acumulava alta de 0,36% na semana, mais curta em razão do Carnaval. No mês, o ganho alcança 3,18%. O volume financeiro na sessão somava R$ 2,97 bilhões.

No mesmo horário, o dólar à vista cedia 0,44%, aos R$ 5,188 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — subia 0,07%, aos R$ 5,2275.

O dólar no dia

Com a agenda de indicadores esvaziada no Brasil, os investidores se voltam para os Estados Unidos. Também saem os Índices de Gerentes de Compras (PMI) de serviços e indústria dos EUA, e dados sobre confiança do consumidor norte-americano e novas moradias, às 12h.

O diferencial de juros entre o Brasil, hoje com a Selic em 15%, e os Estados Unidos, com taxa na faixa de 3,50% a 3,75%, vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses.

Outro ponto de atenção para o câmbio será a bolsa brasileira, que na quinta-feira mais uma vez foi beneficiada pelo fluxo de investimentos estrangeiros, o que se refletiu nas cotações.

Às 10h30, o Banco Central realiza dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) no valor total de US$2,0 bilhões, para rolagem do vencimento de 3 de março. As recompras pelo BC serão em 2 de junho e 2 de julho.

Às 11h30, o BC realizou leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março.

O dia do Ibovespa

Nos EUA, o PIB cresceu 1,4% no quarto trimestre de 2025, abaixo da expansão de 3% estimada por economistas, enquanto o nível da medida de inflação favorita do Federal Reserve, o índice PCE, subiu 0,4% em dezembro, ante uma previsão de alta de 0,3%.

Após os dados, as apostas sobre os próximos passos do Fed quase não mudaram, com os contratos de juros futuros refletindo uma probabilidade de cerca de 57% de uma redução de 0,25 ponto percentual em junho, de cerca de 55% antes.

A agenda norte-americana do dia ainda reserva números de fevereiro sobre as atividades da indústria e do setor de serviços e a confiança do consumidor.

Em Nova York, os futuros acionários norte-americanos sinalizavam uma abertura negativa de Wall Street.

DESTAQUES

– VALE ON cedia 0,62%, ainda sem o referencial dos preços futuros do minério de ferro na China, em razão de feriado naquele país.

– ITAÚ UNIBANCO PN perdia 0,7%, em sessão de ajuste negativo generalizado no setor no Ibovespa. Analistas do Citi estimaram um impacto potencial limitado sobre os resultados de vários bancos com a recomposição esperada do FGC.

– PETROBRAS PN recuava 0,24%, em dia de queda do petróleo no exterior, com PETROBRAS ON caindo 0,75%. O barril sob o contrato Brent cedia 0,36%.

– CSN ON valorizava-se 1,06%, após fortes perdas desde o começo do mês, que superavam 15% até a véspera. No radar está reportagem do jornal O Estado de S. Paulo de que o grupo J&F analisa a aquisição do controle da CSN Cimentos.

– PETRORECONCAVO ON avançava 0,7%, após anunciar otimização da diretoria da companhia com a redução de um cargo de diretor estatutário, enquanto aprovou ajustes na sua estrutura e atribuições para fortalecer seu foco estratégico.

– RANDONCORP PN, que não está no Ibovespa, caía 2,29%, após mostrar queda de 7,2% na receita em janeiro. FRASLE MOBILITY ON, que também teve queda no faturamento no primeiro mês do ano, de 17,6%, era negociada em baixa de 4,16%.