02/03/2026 - 9:55
O dólar é negociado nesta segunda-feira, 2, em alta firme ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, após Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã no fim de semana.
Às 11h50, o dólar à vista subia 1,21%, aos R$ 5,197 na venda, após ter batido mais cedo R$ 5,21. Já o Ibovespa caía 0,24%, aos 188.337,30 pontos, com a baixa sendo limitada pela alta das ações da Petrobras e outras petroleiras. Veja cotações.
+ Preços do petróleo e gás disparam após ataques ao Irã; Bolsas operam em queda
Na sexta-feira o dólar à vista encerrou cotado a R$ 5,1344 e a Bolsa aos 188.818,88 pontos.
Os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã provocaram a morte do aiatolá Ali Khamenei, mas também uma reação dos iranianos, que dispararam mísseis contra alvos em uma série de países árabes, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.
A escalada do conflito no Oriente Médio impulsionava a alta de mais de 8% dos preços do petróleo nesta manhã de segunda-feira e a queda firme das ações na Europa. Nos mercados de moedas, o dólar tem ganhos ante a maior parte das demais divisas, em meio à busca dos investidores por ativos de proteção.
“O sinal claro é de aversão ao risco, de aumentar a busca por ativos de maior proteção, por exemplo o ouro, mais líquidos, e o dólar ganha força, não só perante a moeda brasileira, mas perante todo o mundo”, pontuou Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos, em comentário distribuído nesta manhã.
No boletim Focus divulgado mais cedo pelo Banco Central, a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2026 passou de R$ 5,45 para R$ 5,42. As projeções, no entanto, foram incorporadas ao sistema do Focus até a sexta-feira — antes do acirramento do conflito no Oriente Médio.
Já a expectativa no Focus para a taxa básica Selic no fim do ano foi de 12,13% para 12% e no encerramento de 2027 seguiu em 10,50%. Atualmente a Selic está em 15% ao ano.
O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% — vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses.
Ações de petroleiras disparam na B3
As ações de petrolíferas tinham desempenho robusto na bolsa paulista nesta segunda-feira em meio à disparada dos preços do petróleo.
Na bolsa paulista, por volta de 11h10, as ações PN da Petrobras subiam 4,65%, enquanto os papéis ON da estatal tinham elevação de 4,47%. Prio avançava 5,47%, Brava ganhava 3,76% e PetroReconcavo valorizava-se 3,41%.
