Os mercados domésticos começaram a sessão desta véspera de feriado de Páscoa mais afinados com o exterior e após o dólar ter ganho força ante o real em reação à desaceleração nos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, a moeda voltou a cair. Os investidores devem ficar mais cautelosos nesta quinta-feira, 2, antes de assumir posições tendo em vista o feriado de Páscoa no Brasil, mas também à espera do relatório de emprego dos Estados Unidos de março, o payroll, que sai nesta sexta-feira, 3, quando as bolsas estarão fechadas nos EUA, na Europa e no Brasil. Havia expectativa ainda com o discurso de Janet Yellen nesta manhã, mas a dirigente não falou sobre política monetária.

Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram para 268 mil na semana passada, abaixo da previsão de 285 mil. Outro dado positivo foi trazido pela consultoria Challenger, Gray & Christmas: os cortes de vagas planejados pelos empregadores norte-americanos atingiram 36.594 em março, representando queda de 28% frente a fevereiro e alta de 6,4% em comparação com igual mês do ano anterior. No primeiro trimestre, os cortes de vagas totalizaram 140.214, ante 120.341 no mesmo período de 2014. De acordo com a consultoria, mais da metade das demissões ocorreram em uma produtora de petróleo no Texas e mais de um terço por causa da queda nos preços do petróleo.

O petróleo opera em baixa acentuada nesta manhã, com os investidores aguardando o resultado das negociações nucleares do Irã. Os EUA já admitiram que podem abandonar as negociações nucleares com o governo iraniano e as potências mundiais, diante da resistência do Irã em aceitar um acordo. Perto das 9h40, o Brent para maio caía 2,96%, a US$ 55,39 o barril, em Londres, e o petróleo bruto para maio tinha queda de 2,98%, a US$ 48,80 o barril. De volta ao Brasil, o dólar à vista no balcão tinha alta de 0,06%, a R$ 3,1750. O dólar para maio de 2015 subia 0,31%, a R$ 3,2030.