03/11/2014 - 9:52
Em sintonia com o exterior, o dólar abriu em leve alta ante o real no balcão, nesta segunda-feira, 3, mas o movimento não se sustentou e a moeda americana virou e operava em baixa, assim como o dólar para dezembro. O fôlego que o dólar mostra ante outras rivais se deve aos dados mistos sobre a economia chinesa e tem ainda como pano de fundo o tom mais duro ou “hawkish” do Federal Reserve e a atitude mais suave ou “dovish” do Banco Cenral do Japão, ambos na semana passada.
Às 9h30, o dólar à vista no balcão caía 0,32%, a R$ 2,4640, na mínima. O futuro para novembro tinha queda de 0,46%, a R$ 2,4835.
O mercado de câmbio também estará atento aos números da balança comercial de outubro que saem às 15 horas. Na agenda do dia, são esperados ainda o PMI/Markit dos Estados Unidos de outubro (12h45) e o índice ISM (13h00).
Na pesquisa Focus divulgada hoje, a projeção para o câmbio para o fim de 2014 subiu de R$ 2,40 para R$ 2,45, enquanto a projeção para o câmbio para o fim de 2015 avançou de R$ 2,50 para R$ 2,55. Já a projeção para a expansão do PIB em 2014 caiu de 0,27% para 0,24%, mas para 2015 foi mantida em 1,00%.
O Ibovespa futuro, por sua vez, caía 0,71%, aos 54.900 pontos, acompanhando o tom negativo dos futuros das bolsas de Nova York e das bolsas europeias, com Dow Jones futuro em baixa de 0,13%, Nasdaq futuro em -0,08% e S&P futuro em -0,09%. Na Europa, as bolsas de Londres e de Paris perdiam 0,35% e a de Frankfurt estava em -0,40%.
Na China, o índice dos gerentes de compras (PMI) industrial, medido pelo banco HSBC, subiu para 50,4 em outubro, de 50,2 em setembro, na leitura final, em linha com a leitura preliminar e o maior nível em três meses. Já o PMI de serviços recuou para 53,8 em outubro, de 54 em setembro.
Perto das 9h30, o euro caía a US$ 1,2496, de US$ 1,2526 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar subia a 113,40 ienes, de 112,36 no fim da tarde de sexta-feira. O dólar subia ante o dólar australiano (+0,87%), dólar canadense (+0,19%), dólar neozelandês (+0,44%), peso chileno (+0,10%) e o peso mexicano (+0,17%).