Após ter chegado a R$ 5,12 pela manhã, o dólar passou a ser negociado perto da estabilidade nesta quarta-feira, 25, com os investidores monitorando o cenário eleitoral no país e o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior, em uma sessão até o momento positiva para ativos de maior risco.

Às 12h30, o dólar à vista subia 0,01%, aos R$ 5,152 na venda, após ter caído a R$ 5,12 pela manhã. Veja cotações.

Já o Ibovespa referência do mercado acionário brasileiro, caía 0,24%, a 191.024,78 pontos, após ter superado mais cedo os 192 mil pontos.

A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada mais cedo mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva numericamente atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em simulações de segundo turno da disputa presidencial.

+ Pesquisa Atlas/Bloomberg: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em cenário de 2º turno

Na terça-feira o dólar à vista encerrou em queda de 0,27%, aos R$ 5,1556, em meio ao fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil, em especial em direção à bolsa. O avanço das moedas de maior risco é apoiado pela perspectiva positiva para o setor de tecnologia dos Estados Unidos, que na terça-feira já deu suporte aos mercados ao redor do mundo.

As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem um viés de baixa nesta quarta. Às 10h06, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,515%, igual ao ajuste da véspera. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,285%, em queda de 6 pontos-base ante 13,34%.

Os investidores também monitoram os próximos passos da política comercial de Donald Trump após derrota do presidente dos EUA na Suprema Corte. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, disse nesta quarta-feira que a tarifa comercial para alguns países aumentará de 10% para 15% ou mais.

Lula e Flávio empatados em cenário de 2º turno

No Brasil, pesquisa da Atlas feita para a Bloomberg mostrou Lula na liderança nos cenários de primeiro turno para a eleição presidencial de outubro, mas numericamente superado nas simulações de segundo turno por Flávio e Tarcísio de Freitas, embora ainda em empate técnico.

No segundo turno, Flávio tem 46,3%, contra 46,2% de Lula. Já Tarcísio soma 47,1%, contra 45,4% de Lula. A margem de erro é de 1 ponto-percentual para mais e para menos.

Contas públicas

Antes da abertura do mercado, o Tesouro informou que o governo central teve superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, com queda real de 2,2% sobre o mesmo mês de 2025. Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, seria superavitário em R$ 88,8 bilhões no mês.

Já o Banco Central informou que as concessões de crédito no Brasil caíram 18,9% em janeiro ante dezembro, com o estoque total de crédito recuando 0,2% no período, a R$7,116 trilhões.