O dólar mostrou fraqueza generalizada nesta quarta-feira, 17, em meio à divulgação do Livro Bege, do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), declarações de dirigentes da instituição, a divulgação da balança comercial dos Estados Unidos e também do Produto Interno Bruto (PIB) da China, na noite de terça. O índice DXY, que mede a força da divisa americana em relação a outras seis moedas fortes fechou em queda de 0,04%, a 97,009 pontos.

Próximo ao horário de fechamento das bolsas em Nova York, o dólar avançava para 112,10 ienes e o euro subia para US$ 1,1302.

Durante a manhã, o dólar operava em queda generalizada após os dados do PIB, produção industrial e vendas no varejo da China apresentarem resultados acima do que era esperado por analistas, impulsionando a busca por ativos considerados mais arriscados nos mercados internacionais, o que desfavoreceu a procura pela moeda americana.

O dólar, contudo, ganhou um pouco de força após o Departamento do Comércio dos EUA informar que o déficit comercial do país relativo a fevereiro foi menos acentuado do que o esperado pelo mercado. Diversas instituições financeiras elevaram as projeções para o crescimento da economia americana no primeiro trimestre – caso do Goldman Sachs, que passou a esperar expansão anualizada de 2,1% no período ante 1,7% estimados anteriormente.

À tarde, o presidente da distrital da Filadélfia do Fed, Patrick Harker, afirmou que a perspectiva de fim do enxugamento do portfólio de ativos do Fed, em setembro, não indica que o processo de normalização da política monetária nos EUA acabou. O dirigente, que não tem direito a voto nas reuniões de política monetária este ano, indicou, em discurso, que o processo de redução do balanço pode voltar à medida que “nosso objetivo final para as reservas é ‘não mais que o necessário'”.

Já o presidente da distrital do Fed de St. Louis, James Bullard, também ajudou a diminuir a pressão sobre a moeda americana, ao afirmar que a fraqueza econômica do início deste ano nos Estados Unidos provavelmente será de curta duração, com sinais de crescimento fraco se dissipando. Neste sentido, o Livro Bege, relatório do Fed que mostra o estado da economia em cada um dos 12 distritos do banco central americano, apontou que algumas unidades tiveram fortalecimento da atividade econômica em março e no início de abril.

Na Europa, a libra se enfraqueceu após divulgação dos dados de inflação no Reino Unido, que vieram abaixo do esperado. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), ficou em 1,9% em março, ante expectativa de 2,0% de economistas. No fim da tarde, a libra cedia para US$ 1,3041.