O dólar subiu diante do euro e recuou ante o iene nesta sexta-feira, 14, em dia marcado pela estabilização do yuan chinês, depois das fortes desvalorizações do começo da semana.

Traders disseram que o dólar recua sempre que os investidores temem que o Federal Reserve vai demorar mais para começar a elevar as taxas de juro de curto prazo. Isso aconteceu nesta semana, quando a queda de quase 5% do yuan em três dias alimentou as preocupações quanto ao desempenho da economia da China e seu possível impacto na economia e na inflação globais.

Takuya Kanda, do Gaitame.com Research Institute, observou que “a reação do mercado à desvalorização do yuan diminui a cada dia”.

“A preocupação contínua com o momento do primeiro aperto monetário do Fed restringe os ganhos do dólar no curto prazo”, disse o analista Omer Esiner, da Commonwealth Foreign Exchange.

Nesta sexta, o dólar teve um leve recuo pela manhã, mas passou a subir em reação a dois indicadores positivos divulgados nos EUA. O índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,2% em julho, em relação a junho, com queda de 0,8% ante julho do ano passado. O núcleo do índice, que exclui os preços de energia e alimentos, subiu 0,3% no mês e recuou 0,6% no ano. Economistas previam que ambos subissem 0,1% em relação a junho. A produção industrial cresceu 0,6% em julho, quando os analistas previam uma expansão de 0,4%; a taxa de utilização da capacidade subiu 0,3 ponto porcentual, para 78,0%. Economistas previam um crescimento de 0,4% na produção industrial e que a taxa de utilização ficassem em 78,0%.

No final da manhã, o dólar reduziu seu ganho diante do euro e passou a recuar frente ao iene em reação ao índice do consumidor da Universidade de Michigan, que recuou a 92,9 na pesquisa preliminar de agosto, de 93,1 em julho; economistas previam que ele subisse para 94,0.

À tarde, o euro acelerou sua baixa diante das demais moedas, depois do anúncio de que os ministros das Finanças dos países da zona do euro aprovaram o terceiro plano de ajuda econômica para a Grécia. O anúncio foi acompanhado pela divulgação de um relatório do FMI segundo o qual a redução da dívida grega “precisará ser bastante maior do que foi considerado até agora”. A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse que o Fundo “tem a opinião firme de que a dívida da Grécia se tornou insustentável”.

No fim da tarde em Nova York, o euro estava cotado a US$ 1,1115, de US$ 1,1155 ontem; o iene estava cotado a 124,29 por dólar, de 124,44 por dólar ontem. Fonte: Dow Jones Newswires