17/07/2014 - 10:09
O mercado doméstico começa os negócios desta manhã com várias informações para processar. O dólar à vista no balcão abriu em alta, em linha com outras moedas emergentes e refletindo o clima de aversão a risco diante das sanções impostas pelos Estados Unidos e União Europeia contra a Rússia por causa da Ucrânia.
O mercado também analisa dados dos EUA que acabaram de sair: os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 302 mil, de previsão de 310 mil solicitações, enquanto as construções de moradias iniciadas caíram 9,3% em junho ante maio, contrariando a previsão de +1,4%. Os dados fizeram os juros das Treasuries aprofundarem as perdas.
Às 9h34, o dólar à vista no balcão subia 0,41%, a R$ 2,2310. O futuro para agosto tinha alta de 0,25%, a R$ 2,2385. Segundo apurou a jornalista Silvana Rocha, há também cautela no mercado com o fluxo cambial após o susto da semana passada, que ficou negativo em US$ 3,819 bilhões de 7 a 11 de julho, e está negativo em US$ 5,427 bilhões em julho e negativo em US$ 1,280 bilhão no ano.
No horário acima, o dólar subia ante o dólar neozelandês (+0,29%), o rand sul-africano (+0,29%) e o rublo russo (+0,87%), sendo a moeda da Rússia pressionada pelas novas sanções impostas ao país.
O dólar subia 0,11% ante a lira turca após o BC da Turquia ter reduzido a taxa do acordo de recompra de uma semana, que é a taxa básica de juros, para 8,25%, de 8,75%. O BC também reduziu a taxa de tomada de crédito no overnight para 7,5%, de 8%, mas mantiveram a taxa de juros para concessão de crédito no overnight em 12%.