12/09/2014 - 18:13
Os dados positivos da economia americana divulgados nesta sexta-feira, 12, deram fôlego ao dólar, que subiu frente ao iene e a diversas moedas ao redor do globo. Os números reforçaram a percepção de que os EUA estão se fortalecendo, alimentando especulações de que o Federal Reserve (Fed, o banco central do país) poderá adotar uma postura mais inclinada à alta dos juros.
No fim da tarde em Nova York, o dólar era cotado a 107,39 ienes, acima dos 107,12 ienes de ontem, mantendo o maior nível em seis anos frente à moeda japonesa. A alta nesta semana superou 2%, provocada não apenas por vigor da economia americana, mas também pela fragilidade da economia japonesa.
Hoje, o Departamento de Comércio dos EUA informou que as vendas do varejo aumentaram 0,6% entre julho e agosto e o dado de julho foi revisado para cima, mostrando alta de 0,3%, ante a estimativa anterior de estabilidade. Além disso, a confiança do consumidor americano encontra-se neste mês no maior patamar em mais de um ano, de acordo com levantamento da Reuters/Universidade de Michigan. O índice de sentimento do consumidor dos EUA subiu para 84,6 na primeira leitura deste mês, de 82,5 no fim de agosto. O resultado superou a estimativa dos analistas consultados pela Dow Jones Newswires, de 83.
O dólar australiano despencou 3,6% nesta semana frente ao dólar, situando-se próximo à mínima do ano registrada em março. Neste fim de tarde, a moeda australiana recuava para US$ 0,9040. Parte dos analistas credita a forte desvalorização da divisa à queda do minério de ferro no mercado internacional. A Austrália é um dos maiores exportadores mundiais da commodity e sua economia é bastante dependente da mineração.
Em relação ao euro, o dólar teve leve desvalorização, compensando parte das perdas do começo da semana. Neste fim de tarde, o euro era negociado a US$ 1,2953, ante US$ 1,2922 registrado ontem.