O dólar à vista registra alta significativa perante o real nesta sexta-feira (19), impulsionado pela perspectiva de juros mais elevados em economias desenvolvidas, após a decisão do Banco do Japão de elevar sua taxa básica. No cenário doméstico, a cautela com o ambiente eleitoral e as preocupações fiscais adicionam pressão, reforçando um quadro de aperto monetário global e instabilidade nos mercados.

O que aconteceu

  • O dólar à vista valoriza-se frente ao real, impulsionado por juros globais mais altos e o cenário doméstico de incertezas fiscais e eleitorais.
  • A pesquisa Datafolha, divulgada na véspera, e o decreto de reajuste do Bolsa Família por Luiz Inácio Lula da Silva impactam negativamente os mercados.
  • A cotação do dólar à vista atingiu R$ 5,164 na venda por volta das 12h45min, com alta de 0,49%.

No Brasil, o cenário externo se soma à cautela com o ambiente eleitoral e as persistentes preocupações fiscais. A agenda econômica desta sexta-feira é esvaziada de indicadores relevantes, enquanto o vencimento de opções sobre ações na B3 pode intensificar a volatilidade dos mercados.

Qual é a cotação do dólar hoje?

Às 12h45min desta sexta-feira, o dólar à vista subia 0,49%, cotado a R$ 5,164 na venda. O dólar futuro para outubro – atualmente o mais negociado no mercado brasileiro – registrava alta de 0,16% na B3, sendo negociado a R$ 5,148.

Na sessão de quinta-feira, o dólar à vista encerrou com baixa de 0,25%, fechando aos R$ 5,1392.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,164
  • Venda: R$ 5,164

Fatores que influenciam o dólar

Um dos fatores de pressão no mercado doméstico foi o levantamento do Datafolha divulgado na véspera, que apontou a manutenção da vantagem numérica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno na eleição presidencial de outubro.

Na agenda nacional, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, palestraria no Fórum CEO Brasil a partir das 18h. A movimentação de Lula, que assinou decreto na quinta para reajustar em 15% os benefícios do Bolsa Família a partir de outubro, a menos de 20 dias do primeiro turno das eleições presidenciais, também repercutiu negativamente nos mercados.

(Da IstoÉ com Reuters)

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