O dólar fechou a quarta-feira, 24, em alta no Brasil e novamente na faixa dos R$ 5,20, acompanhando o avanço da moeda norte-americana no exterior, em mais uma sessão de busca global pela divisa e por títulos norte-americanos.

O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,28%, aos R$ 5,2006, o maior valor desde 30 de março deste ano, quando fechou em R$5,2461. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 5,25% ante o real. Veja mais cotações.

Já o Ibovespa fechou em queda de 0,44%, aos 170.506,66 pontos, segundo dados preliminares.

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Na terça-feira, a moeda norte-americana à vista já havia fechado em alta, em uma sessão marcada pela venda de ações e pela compra de dólar e de títulos norte-americanos, com investidores em busca de ativos de segurança em todo o mundo em meio a preocupações com a trajetória de juros nos Estados Unidos e com os gastos das grandes empresas com IA.

Esta quarta-feira seguiu um tom parecido, com o dólar e os títulos norte-americanos novamente atraindo compras. Assim, o dólar subiu ante a maior parte das demais divisas, incluindo moedas de países emergentes como o real, o sol peruano, o peso chileno e o peso mexicano.

No Brasil, investidores também atuaram considerando um horizonte em que o Federal Reserve tende a subir juros em 2026 e o Banco Central poderá promover novos cortes da taxa básica Selic, hoje em 14,25% ao ano — um cenário de redução do diferencial de juros brasileiro, tornando o país menos atrativo ao capital externo.

Petróleo cai abaixo de US$ 75

O petróleo Brent atingiu uma mínima de US$ 73,12, seu nível mais baixo desde 27 de fevereiro, um dia antes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, enquanto os futuros do petróleo dos EUA caíram abaixo de US$70 por barril pela primeira vez desde 2 de março.

O fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz é semelhante ao registrado antes do início da guerra no Irã, já que os petroleiros saem dessa importante via navegável com a ajuda de escoltas militares, afirmou o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright.