O dólar fechou em queda, conduzido principalmente pelo recuo registrado antes outras moedas no exterior e por um movimento de ajuste após quatro sessões seguidas de alta. Apesar do recuo, a moeda terminou acima das mínimas do dia, após a notícia de que a bancada do PT na Câmara suspendeu, na tarde desta terça-feira, 5, reunião na qual se discutia a posição que o partido adotará na votação da Medida Provisória nº 665.

No fim do pregão, o dólar recuou 0,45%, aos R$ 3,073. Ao longo da sessão, o dólar oscilou entre uma mínima de R$ 3,044 e uma máxima de R$ 3,090. Perto das 16h30, o volume de negócios totalizou US$ 1,490 bilhão, sendo US$ 1,365 bilhão em D+2, no balcão. No mercado futuro, o dólar para junho caía 0,61%, aos R$ 3,1005.

A moeda abriu a sessão volátil em relação ao real, mas se firmou em queda após a divulgação de dados da balança comercial americana provocar enfraquecimento da moeda no exterior. O déficit comercial do país subiu 43,1% em março, para US$ 51,37 bilhões, o mais alto desde outubro de 2008. Os dados levantaram preocupações com o desempenho da economia dos EUA e levaram alguns analistas a preverem contração da economia do país no primeiro trimestre deste ano.

Operadores do mercado de câmbio destacaram que as perdas da moeda na primeira parte da sessão refletiam também um movimento de ajuste após quatro sessões seguidas de ganhos.

A queda do dólar perdeu fôlego à tarde, no entanto, com a notícia de que a bancada do PT na Câmara suspendeu a reunião na qual se discutia a posição que o partido adotará na votação da Medida Provisória 665. A suspensão foi decidida por dois motivos principais: falta de quórum expressivo de parlamentares e o início da reunião do Colégio de Líderes Partidários. A reunião estava prevista para ser retomada às 16 horas.