29/06/2005 - 7:00
O empresário Guilherme Jacob, 38 anos, é do tipo que gosta de assumir riscos. Campeão paulista de kart e quatro vezes vencedor do torneio brasileiro de esqui na neve, ele adota a mesma postura aguerrida das pistas quando está à frente da AGE do Brasil ? sua indústria de produtos de higiene pessoal. Após três anos fabricando cremes, colônias e xampus para outras marcas (a lista inclui as brasileiras Any Any e Miss Victtoria, além da americana Sara Lee), Jacob decidiu lançar a própria grife. Batizada de Akakia (que significa imortalidade, em grego) ela nasce com 20 lojas espalhas por Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Natal e Florianópolis, todas no sistema de franquia. Até o final de 2005, ele pretende fixar o logotipo da Akakia na fachada de mais 80 pontos-de-venda nas demais capitais do País. Custo da expansão: R$ 3,2 milhões. Com isso, ele espera dobrar para R$ 24 milhões as receitas de sua indústria sediada em Florianópolis. ?Se continuasse um mero fornecedor de matéria-prima jamais iria crescer?, diz.
Assim como acontece na área esportiva, a sorte deu uma mãozinha ao empresário Jacob, herdeiro dos fundadores da Pincéis Tigre e da Cofap. Em janeiro, ele soube que os controladores da rede de lojas Cosmética Italiana, um de seus principais revendedores, iam sair do negócio, deixando os franqueados à deriva. Em vez de lamentar a perda do importante cliente, ele viu aí a chance de tirar da gaveta o sonho de atuar no varejo. Chamou os franqueados e convenceu-os a apostar na Akakia. A idéia é oferecer produtos com preços 15% inferiores ao da concorrência. ?Além das lojas, quero adotar o modelo porta-a-porta?, diz Jacob. ?Vou copiar o que deu certo com as líderes de mercado?. ![]()