08/04/2011 - 6:21
Aprenda a economizar na horas das compras assistindo ao vídeo com a gerente de relacionamento do Idec, Karina Alfano
Café, feijão e carne. Leite, óleo e arroz. O consumidor faz as contas e chega à conclusão: tudo aumentou de preço. Os dados do IBGE apontam que o grupo alimentação e bebidas foi o que apresentou a maior alta em 2010, de 10,39%. Só neste ano, a alimentação já ficou em média 3% mais cara.
E as notícias pioram a cada dia. O IBGE calcula que os preços no grupo alimentação devem atingir o dobro da taxa do IPC, em ritmo semelhante ao do ano passado, quando a inflação medida pela Fipe ficou em 6,40% e a taxa do grupo, em 12,20%.
A maior alta dentro do grupo em 2010 foi a do feijão carioca, que subiu absurdos 63,62%. Também tiveram altas significativas o feijão preto (+30,08%), o açúcar (+22%) e o leite (+18,92%).
Há muitos fatores que forçam a alta da inflação. Nos últimos aumentos, pesaram desastres naturais e o crescimento da demanda. Essa alta da demanda pode ser explicada, em grande parte, por causa da queda do desemprego e do aumento da renda do brasileiro.
?É uma realidade diferente do que vivemos a até pouco mais de uma década, quando o consumidor recebia o salário e corria ao supermercado para fazer compras para o mês inteiro e fugir da inflação crescente?, afirma Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.
Além disso, o fator climático impacta na oferta de commodities alimentares como soja, arroz, milho, trigo, café e algodão, que tem sido fortemente comprometida pelas alterações climáticas com grandes períodos de seca ou de chuvas intensas nas regiões produtoras.
O consumidor precisa, primeiramente, observar os produtos que melhor atendem sua necessidade e que são consumidos com regularidade em sua casa. Deve ainda dimensionar a quantidade de produtos em função do número de pessoas que fazem todas as refeições em casa e registrar o consumo de acordo com a rotina da família.
?Faça uma lista de produtos de consumo mais frequente e monitore os preços desses itens nos supermercados que estão na sua rota entre a casa e o trabalho. Acompanhe a lista de produtos em oferta e os dias que são realizadas as promoções?, explica Ione.
Nessas horas a tecnologia é uma aliada. É possível se cadastrar nos sites das principais redes de supermercados e receber promoções e alertas de ofertas por email.
Fuja das tentações
Na luta pela concorrência, os supermercados realizam promoções e oferecem descontos maiores em alguns produtos em dias específicos. “Use as promoções a seu favor, mas cuidado para acabar levando o que não estava programado”, alerta Alfano.
À entrada das lojas, por exemplo, normalmente são colocadas bancas temáticas, relacionadas com a época do ano (verão, início do ano escolar, Natal, Páscoa, etc.). Como o carrinho ainda está vazio, o consumidor pode acabar levando produtos que não pretendia.
Outra prática comum é a de expor produtos logo nas cabeceiras dos corredores com sinalização preço promocional. ?Mesmo se achar barato, não deixe de passar pela gôndola dos similares para conferir os preços?, alerta Amorim.
Os bens de primeira necessidade costumam ficar no fundo da loja. ?Faça um roteiro de compras dentro do supermercado. E olhe para todas as direções em cada seção, pois o melhor custo-benefício pode estar bem no alto, ou quase no chão?, explica a economista.
Na reta final, se esforçe e não se deixe seduzir pelas pequenas bancas ao lado da caixa, com revistas, doces, entre outros artigos, fazem as últimas tentativas de entrar no carrinho.
Mantenha o controle do orçamento
Confira as dicas dos especialistas para economizar passo-a-passo:
1 – Faça uma lista de produtos de consumo mais frequente e monitore os preços desses itens nos supermercados que estão na sua rota entre a casa e o trabalho;
2- Acompanhe a lista de produtos em oferta e os dias que são realizadas as promoções;
3- Faça uma breve pesquisa de preços antes de ir às compras;
4- Programe-se para ir ao supermercado pelo menos uma vez por semana;
5- Comparar preços é uma das melhores formas de poupar, mas requer tempo e disposição. Por isso, evite ir com pressa ou cansado;
6- Não entre no supermercado sem estar bem alimentado. Os especialistas afirmam que a fome induz a comprar mais;
7- Leve uma calculadora. Ela é muito útil para saber o preço unitário dos produtos. Lembre-se que nem sempre o mais barato é o mais econômico;
8- Seja crítico com as promoções: questione-se se o preço compensa e se você está precisando daquilo;
9- Evite levar crianças no momento das compras. Está comprovado que elas influenciam na decisão de compra dos pais;
10- Compre o necessário quando se tratar de produto perecível. Na maioria das vezes os produtos em promoção estão perto da data de validade, e os supermercados os colocam em oferta para estoque;
11- Verifique se realmente a promoção é vantajosa em relação aos outros supermercados;
12- Substitua produtos que estão sofrendo forte aumento de preço em função que quebra de safra decorrente de condições climáticas (seca ou chuva);
13- Fique muito atento no momento em que for efetuar o pagamento com o registro de preço dos produtos, é comum a presença de preço diferente do que está indicado na prateleira;
14- Procure receitas e diversifique o seu cardápio para driblar os preços de hortaliças, frutas e legumes;
15- Desconfie de produtos antigos em embalagens novas, existe muita maquiagem de produto para reduzir a quantidade e manter o preço;
16- Analise se as ofertas do tipo “leve 4 e pague 3” são realmente lucrativas: não adianta levar mais suco ou chá para casa, se você já os tem em boa quantidade;
17- Não se esqueça de guardar o ticket do caixa, para o caso de precisar trocar alguma mercadoria;
18- Evite comprar grandes estoques. Além do risco de desperdício do item comprado, o dinheiro gasto em grandes compras em mercados poderia ser poupado ou economizado para outros fins;
19- Caso a compra seja feita para abastecer uma festa ou uma data, como Natal e Páscoa, estabeleça limites de valor para a compra;
20- Prefira pagar suas compras à vista. O parcelamento das compras no cartão de crédito pode acarretar o pagamento de altos juros;
