Duas mulheres e dois homens, três dois quais originários de países fundadores da União Europeia (UE), foram eleitos nesta terça-feira (2) para ocupar os postos-chave do bloco.

– Ursula von der Leyen –

A presidência da Comissão Europeia ficou com a alemã Ursula von der Leyen, de 60 anos e mãe de sete filhos.

Ligada à chanceler Angela Merkel, de quem às vezes é indicada como herdeira política, Von der Leyen fala francês, e é apreciada por Paris, particularmente pela cooperação em temas de defesa franco-alemã. Seu balanço no ministério da Defesa, que ocupou por quase seis anos, no entanto, é controvertido.

– Charles Michel –

Para a presidência do Conselho Europeu foi escolhido Charles Michel, atual primeiro-ministro belga, de 43 anos, um liberal que teve uma carreira política precoce graças a seu pai, o ex-comissário europeu, Louis Michel.

Há cinco anos preside a coalizão com o N-VA (nacionalistas flamencos), um partido que defende a independência de Flandes e seus próprios estatutos.

– Joseph Borrell –

Escolhido para chefia da diplomacia europeia, o espanhol Josep Borrell (PSOE), de 72 anos, é um catalão firmemente anti-independência de sua região. Borrell é conhecido por seu discurso direto, e nos últimos meses esteve ativamente envolvido na situação na Venezuela e criticou com frequência a administração do americano de Donald Trump.

– Christine Lagarde –

Na presidência do Banco Central Europeu (BCE), está a francesa Christine Lagarde, de 63 anos. Ex-campeã de nado sincronizado, advogada que virou banqueira, já alcançou altos postos: foi a primeira ministra das Finanças na França e chefiou o Fundo Monetário Internacional (FMI), assim como também foi a primeira mulher a comandar uma grande firma de advogados americana.