02/04/2026 - 7:52
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, respondeu a críticas de que a equipe econômica não conseguiu conter o aumento do endividamento público. A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) aumentou de 78,7% em janeiro para 79,2% em fevereiro, informou o Banco Central nesta semana.
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Em entrevista à GloboNews nesta quarta-feira, 1, o titular da Fazenda sustentou que os resultados fiscais de 2023, 2024 e 2025 não foram responsáveis pelo aumento de endividamento público.
“A gente foi diminuindo estruturalmente o déficit primário, o déficit, que é o resultado da conta pública para o nosso telespectador, ao fim de cada ano”, argumentou o ministro. “Hoje nós temos um resultado neutro, muito próximo do zero, se não zero, porque a gente tem calamidades, como tivemos no Rio Grande do Sul, agora temos respostas à guerra do Irã”, argumentou.
Segundo Durigan, o que responde pelo aumento do endividamento público nos últimos anos é a taxa de juros, “que não é causada — os juros altos — pelo excesso de gastos do governo, mas por outras questões, não são questões simples, são questões da geopolítica, da volatilidade do câmbio”.
Sobre medidas para segurar as despesas obrigatórias, o ministro negou que houve aumento de tributo”. Durigan citou “uma série de revisões de privilégios” e problemas de arrecadação que foram herdados pelo atual governo, como subvenção de ICMS e não pagamento de tributos por parte de bets e fundos fechados.
Durigan ainda admitiu que o controle de gasto terá que ser feito pelo próximo governo. “A gente teve um avanço, mas não um avanço necessário para conter gastos obrigatórios. Nisso eu te dou razão. Mas o que o próximo governo precisaria fazer, qualquer que seja ele, é manter o esforço fiscal que nós fizemos.”
Na visão do ministro, com uma trajetória decrescente da taxa de juros, é possível endereçar o tema da dívida. Por fim, ele defendeu o arcabouço fiscal elaborado em 2023, dizendo que é uma boa regra fiscal. “A gente precisa melhorar, aprimorar e fortalecer a regra fiscal do país”, concluiu.
