O mercado de acesso à Internet em alta velocidade começa a ferver, mesmo com poucos dos chamados serviços para banda larga. As pessoas estão dispostas a pagar para poder baixar rapidamente arquivos que consumiriam horas, desocupar a linha telefônica e não se preocupar com a conta no fim do mês. O que se vê é o endurecimento na disputa pelos assinantes. ?Vai haver guerra de preços sim, e não vamos deixar barato?, avisa Alexandre Athayde, diretor de marketing da TVA Acesso Rápido. A NET, maior empresa de tevê a cabo do País com 1,4 milhão de assinantes, hoje oferece um pacote básico de acesso pelo Vírtua, a velocidade de 128 kbps, por R$ 75 ao mês, com instalação em 72 horas em região já cabeada. Em seis meses de operação conseguiu nove mil assinantes residenciais e ataca agora o mercado de micro e de pequenas empresa. ?É o nosso desafio?, reconhece Marisa Gomez, da Diretoria de Novos Mercados, ?pois nossa malha foi construída para levar a tevê paga a residências?. O outro desafio é a concorrência do Speedy, no mercado desde fevereiro e com número de assinantes não revelado pela Telefonica. Uma assinatura básica, com acesso a 256 kbps, sai por R$ 65, com prazo de instalação de três dias a uma semana. O trunfo da empresa: a capilaridade da malha de linhas telefônicas. Seu problema: a velocidade de expansão do Speedy depende de ampliações nas centrais telefônicas em cada região, explica Vladimir Barbieri, diretor de Negócios da empresa. A campanha na tevê fez a demanda disparar e, sem oferta suficiente, crescer a espera pela instalação. A pioneira TVA – oferece banda larga desde julho de 99 – não quer ficar fora da briga. Declara ter 12 mil assinantes e aposta na transmissão da Internet por ondas de rádio para ir mais longe que seus concorrentes.