O dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Banco da Espanha, José Luís Escrivá, disse que diante da guerra, os europeus chegaram à conclusão de que é preciso união para se enfrentar o atual momento de incerteza. Em participação em painel da cúpula europeia do Instituto de Finanças Internacionais (IFF, na sigla em inglês) nesta quinta-feira, 27, em Bruxelas, Escrivá afirmou que o mundo estava atualmente enfrentando um choque de oferta muito considerável.

Para o dirigente, o choque é muito grande e negativo e haverá um longo tempo revisões para baixo das projeções de crescimento em diferentes graus.

Escrivá afirmou ainda que é necessário simplificar a regulamentação na União Europeia, que é pesada e complexa.

Para o dirigente, todas as iniciativas da Comissão Europeia para simplificação e os pacotes Omnibus – a proposta legislativa para reduzir encargos regulatórios para empresas – estão na direção certa.

O dirigente observou ainda que a configuração do mundo após a pandemia beneficiou a Europa por diversas razões. E trouxe alguns choques. Do lado do choque positivo, houve preferência por lazer no continente, o que favoreceu a Espanha, por ter uma reconhecida ampla oferta de atividades no segmento.

Escrivá abordou ainda o efeito da guerra nos preços de energia elétrica, afirmando que, hoje, os preços no mercado futuro de energia da Espanha estão cerca de 30% mais baixo do que o de outros países europeus diante da capacidade do país.

O terceiro choque positivo que ocorreu após a pandemia foi o aumento do trabalho remoto, parcialmente, em razão dos investimentos em redes digitais.