Em apenas nove dias, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) dispararam 24% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). No pregão desta quinta-feira 9, o papel fechou cotado em R$ 21,20, com alta de 1,68%. Em 1º de outubro, o valor era de R$ 17,09 – tratava-se do menor patamar desde 05 de junho, quando encerrou o dia em R$ 16,32. A reação dos últimos dias é atribuída, pelo mercado, a um fator claro: a reação do senador Aécio Neves, candidato do PSDB, na corrida presidencial.

O otimismo do mercado foi embalado pela aceleração do tucano nas pesquisas, que ultrapassou a candidata do PSB, Marina Silva, nos instantes finais do primeiro turno. Em 26 de setembro, a pesquisa IstoÉ/Sensus indicou, pela primeira vez, uma situação de empate técnico entre Aécio e Marina. A ultrapassagem ocorreu, segundo pesquisas do Datafolha e do Ibope, entre os dias 02 e 03 de outubro.

A expectativa de que Aécio, se eleito, adote uma gestão mais focada no mercado e realinhe os preços dos combustíveis com os do mercado internacional fez com que os papéis da Petrobras subisse, à medida que o candidato do PSDB avançava. Para se ter uma ideia, os 24% de alta dos últimos dias é quase o dobro do que o Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, avançou neste ano.

A cotação desta quinta-feira, porém, não é a máxima que o papel atingiu, desde janeiro. Em 02 de setembro, as ações preferenciais bateram em sua maior cotação, R$ 24,90. O valor, porém, foi alcançado em negociações durante o pregão – o chamado intraday. Para a cotação de fechamento, o ponto máximo foi de R$ 24,56, também atingido naquele dia. No ano, as ações da Petrobras acumulam alta de 34,4%.