Os preços do petróleo fecharam em leve alta nesta quarta-feira em Nova York e em Londres, sustentados pela incerteza sobre a revolta no Egito, que ofuscou uma nova alta das reservas de petróleo nos Estados Unidos.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do West Texas Intermediate (“light sweet crude”) para entrega em março fechou em 90,86 dólares, em alta de 9 centavos.

Em Londres, o barril do Brent do mar do Norte com o mesmo vencimento terminou em 102,34 dólares, em alta de 60 centavos, após alcançar um novo teto desde o fim de setembro de 2008, a 102,47 dólares.

“O Egito sustenta o mercado e bloqueia todo o movimento de baixa do petróleo atualmente”, explicou Matt Smith, da Summit Energy.

Na sexta e na segunda-feira, o WTI havia subido mais de 6 dólares em Nova York, antes de perder 1,42 dólar na terça-feira.

A situação continua tensa no Egito, com violentos confrontos entre partidários e opositores ao regime. O país controla duas vias estratégicas de transporte do petróleo no Oriente Médio, do Mar Vermelho ao Mediterrâneo: o canal de Suez e o oleoduto Suez-Mediterrâneo (Sumed).

A barreira dos “90 dólares parece ser um piso até que se acalmem as paixões” na região, estimou Mike Fitzpatrick, da Kilduff Report.

O aumento dos preços nos Estados Unidos esteve limitado por uma nova alta dos estoques petroleiros, a terceira consecutiva, segundo o informe semanal do departamento de Energia.

Os estoques de petróleo aumentaram 2,6 milhões de barris, a 343,2 mb, na semana finalizada em 28 de janeiro.

O terminal de Cushing (Oklahoma, sul), já próximo da saturação, continuou inflando suas reservas, em 600 mil barris, a 38,3 milhões de barris. É uma má notícia para os preços do WTI, o barril de petróleo texano negociado em Nova York, que se vê afetado por esses grandes estoques, como mostra a inédita diferença de preços com o Brent.

A principal surpresa veio da gasolina, cujas reservas dispararam (+6,2 milhões de barris), provocando um forte retrocesso dos preços.

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