19/08/2013 - 4:00
Pessoas são contratadas pela competência e demitidas pelo comportamento. Essa máxima conhecida em Recursos Humanos significa que, ter um currículo muito bom é importante na hora da contratação, mas nem só a competência é suficiente para assegurar a permanência no emprego. As atitudes também influenciam. O teste de personalidade sueco HumanGuide, lançado oficialmente pela Vetor Editora para o mercado brasileiro no Congresso Nacional de Gestão de Pessoas (CONARH), que começa nesta segunda-feira (19), em São Paulo, identifica o perfil do funcionário e suas motivações.
Demitir um funcionário por ele não agir de acordo com a cultura da empresa ou por ele não se relacionar bem os colegas de trabalho, pode não ser a maneira mais eficiente de gerir pessoas. Por isso, saber as características psicológicas do candidato auxilia recrutadores de empresas a selecionarem pessoas mais adequadas para vagas específicas. ?O teste mede atitudes mais frequentes e que tipo de função a pessoa está mais propensa a desempenhar ou evitar num ambiente de trabalho?, diz Giselle Mueller-Roger Welter, psicóloga organizacional. Outra utilidade do teste é permitir que gestores correlacionem as características de personalidade das pessoas e montem equipes mais eficientes.

Empresas querem saber sobre a personalidade de seus funcionários
No Brasil, a versão em português da plataforma online foi traduzida pela especialista Giselle e aprovada em 2009 pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). Empresas do setor automobilístico, de autopeças, turismo, entretenimento, consultorias de recrutamento, e até agência de matrimônio já usaram a ferramenta para mapear perfis psicológicos. Ela serve como um apoio ao processo convencional de seleção que inclui análise de currículo, entrevistas e dinâmica de grupo. Muitas companhias usam o teste antes de contratar, mas o sistema foi desenvolvido com o propósito de desenvolver as capacidades do funcionário durante o período em que ele está na empresa.
Com base no perfil psicológico é possível colocar o profissional em funções certas dentro da companhia e, assim, evitar que ele se sinta desmotivado por trabalhar em algo que está insatisfeito. Isso previne a alta rotatividade e a perda de talentos. ?A gestão estratégica de pessoas requer que o gestor identifique o que é mais adequado para o funcionário?, afirma a especialista. ?Em momento de pleno emprego, quem não gosta do que faz, vai embora.?
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