Em mais uma tentativa de rebater o que considera “inverdades” a  respeito de ações do governo, o presidente Michel Temer publicou um  vídeo na manhã desta quarta-feira, 14, em razão dos 50 anos do Fundo de  Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), completados ontem, em que descarta  mudanças no benefício. “De vez em quando se divulgou que quem tivesse  perdido seu emprego por despedida injusta não poderia sacar os valores  do FGTS. Não é verdade. Esse é o primeiro esclarecimento que quero  fazer. Não há nenhum pensamento a respeito dessa matéria no governo”,  afirmou. “O FGTS continuará exercendo seu papel como vem exercendo ao  longo do tempo”, completou.

Segundo o presidente, nesses  50 anos de existência, os valores que ingressam nos cofres públicos por  meio do FGTS “foram utilíssimos para a ampliação da moradia no País”.  ”Até 2019 serão aplicados mais de R$ 218 bilhões em habitação,  saneamento básico e infraestrutura urbana, em mais de quatro mil  municípios”, disse, ressaltando que 73% dos municípios brasileiros já  tiveram obras financiadas pelos recursos do FGTS.

O  presidente disse ainda que os recursos do fundo, por meio de obras  realizadas pelo Fundo de Investimentos (FI-FGTS), continuarão a ser  usados em projetos que estimulem o crescimento econômico e o maior  acesso da população a serviços públicos. “Nós vamos continuar a utilizar  esses recursos para ampliar saneamento, ampliar moradia e ampliar  outras atividades do poder público.”

Defesa

Hoje  cedo, em evento no Palácio do Planalto, Temer fez um duro discurso em  defesa das ações do governo e disse que não seria “idiota” para chegar  ao poder e retirar direito dos trabalhadores. “Não é o que se alardeia  ou que se divulga, então se deixa de reproduzir a verdade dos fatos e  isso cria problemas para nós. Porque, convenhamos, isso é desagradável  de imaginar – que nós somos um governo cidadão que, com o perdão da  palavra tão estupidificada, tão idiota, chega ao poder para restringir  os direitos dos trabalhadores, para acabar com saúde, para acabar com  educação.”

Temer aproveitou uma cerimônia de ações de  gestão para a melhoria da saúde pública para pedir também que  parlamentares usem as tribunas do Congresso para defenderam o governo.  Em um momento exaltado, Temer disse que era preciso “desmentir uma  versão que corre pelas ruas que nosso governo tem como objetivo central  destruir a saúde e a educação”.