Há uma certeza entre tantas indomáveis variáveis da economia brasileira: vencem os que são arrojados, obstinados, exigentes do seu próprio desempenho e dos seus subordinados. Estas virtudes, pode-se verificar nas próximas páginas, são marcas registradas nas trajetórias dos eleitos, em 2005, para compor a galeria dos Empreendedores do Ano da revista DINHEIRO. Todos eles construíram, com ações e decisões, resultados expressivos para suas empresas e reputações de respeito no universo corporativo.

O nome do paulista Ivan Zurita, por exemplo, é dono de prestígio elevadíssimo em Vevey, na Suíça, sede mundial da Nestlé, potência global da indústria alimentícia. Zurita preside a filial brasileira da companhia, para quem trabalha há 33 anos. Desde que chegou ao topo da hierarquia levou-a, de transformação em transformação, ao olimpo das mais rentáveis da corporação. A excelência da gestão fez dele o Empreendedor do Ano 2005.

Em outro ramo da indústria, o da petroquímica, igualmente notável é a façanha de José Carlos Grubisich. Há três anos, assumiu o leme de uma empresa que nascia cercada de dívidas e desconfiança. Hoje, a Braskem é uma concreta realidade. Bia Aydar, por sua vez, foi eleita Empreendedora do Ano nas Comunicações por comandar um renascimento: o da agência MPM, uma lenda da publicidade brasileira, que ela faz crescer a taxas superiores a de juros bancários.

Por falar em bancos, Emilson Alonso, presidente do HSBC, forma no rol dos empreendedores do ano por desafiar um antigo tabu do setor: o que limitava o atendimento aos clientes a horários restritos. Parece medida simples ? e não deixa de ser. Mas, como tal, enfrentou resistências. E gerou frutos positivos.

Por fim, o reconhecimento a Guido Mantega, o presidente do BNDES, faz justiça a uma gestão produtiva e eficiente em uma instituição estratégica para o crescimento do País. A categoria em que ele foi eleito Empreendedor do Ano resume seu feito e anseio de todos para 2006: Desenvolvimento.