A reestruturação societária da Eneva foi aprovada pelo conselho de administração. A operação envolve a incorporação das subsidiárias Parnaíba III e Parnaíba IV pela Parnaíba II; e a emissão pela Parnaíba II de até R$ 695 milhões em debêntures simples, com esforços restritos (via Instrução CVM nº 476), com remuneração de CDI mais 2,5% ao ano e vencimento em 2025, com pagamento de juros semestral, e garantia firme do coordenador líder, o Banco Bradesco BBI.

Parte dos recursos captados irá para refinanciamento de dívidas da Parnaíba II, de R$ 380 milhões, cujo vencimento era previsto para 3 de janeiro de 2019.

Há ainda outra emissão de debêntures, desta vez pela Parnaíba I, de até R$ 866 milhões, com série incentivada e série não incentivada, com esforços restritos. A série incentivada totaliza até R$ 315 milhões, pagando NTNB mais 2,5% ao ano e com vencimento em 2025. Já a não incentivada, de até R$ 551 milhões, remunera a CDI mais 2,5% ao ano, com vencimento em 2025. A garantia firme é dos coordenadores Santander, BB-BI e Citibank.

Os recursos servirão para liquidação antecipada do saldo remanescente da dívida da Parnaíba I junto ao BNDES, de cerca de R$ 515 milhões; além de pagamento antecipado do saldo remanescente da dívida relativa às 2ª e 6ª emissões de debêntures simples da Parnaíba Gás Natural (PGN), em torno de R$ 589 milhões; e por fim a incorporação da PGN pela Eneva.

Com a reestruturação, a administração espera uma redução de 48% nas amortizações de principal de dívida previstas para os anos de 2019 e 2020, com o consequente alongamento do prazo médio da dívida consolidada de 4,2 anos para 4,7 anos, sendo o alongamento do prazo médio da dívida do segmento de gás (geração e upstream), de 2,8 anos para 4,1 anos.