04/12/2015 - 1:24
O envio de tropas estrangeiras ao Iraque seria considerado por Bagdá como um “ato hostil”, destacou nesta quinta-feira o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, acrescentando que seu país não solicitou este tipo de intervenção militar.
Os Estados Unidos anunciaram no início da semana o envio de uma unidade das forças especiais – com cerca de 100 homens – para combater os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria.
O Iraque “considerará o envio de forças de combate terrestres de qualquer país como um ato hostil e reagirá como tal”, afirmou Abadi, acrescentando que Bagdá “não pediu a qualquer parte (…) o envio de forças terrestres ao Iraque”.
O secretário americano da Defesa, Ashton Carter, disse na terça-feira que os Estados Unidos “estão enviando uma unidade especializada para ajudar as forças iraquianas e os curdos peshmergas” a combater o EI.
Esta nova unidade contará “provavelmente com uma centena” de homens, revelou na quarta-feira um oficial americano.
O secretário de Estado americano, John Kerry, defendeu nesta quinta-feira a presença de tropas terrestres árabes e sírias para combater o EI, durante uma reunião ministerial da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), em Belgrado.
“Todo o mundo sabe que, sem a capacidade de encontrar tropas terrestres dispostas a se opor ao Daesh (acrônimo do EI em árabe), o conflito não poderá ser vencido completamente apenas com os bombardeios”.
Kerry explicou que pensa em tropas “sírias e árabes”, e não ocidentais, embora tenha afirmado que os Estados Unidos poderão enviar 50 homens de suas forças especiais à Síria.