As principais bolsas asiáticas fecharam em alta nesta segunda-feira, mais uma vez sustentadas por especulação sobre novas medidas de estímulo na China. A perspectiva de aperto monetário nos EUA, porém, pesou em mercados menores da região. Na Oceania, a bolsa australiana foi pressionada pela tendência de queda do petróleo.

O Xangai Composto, principal índice acionário chinês, subiu 2,3%, a 3.449,31 pontos, atingindo o maior patamar desde agosto de 2009, após o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, dizer ontem que Pequim está preparada “para intensificar esforços” de apoio à economia, caso a desaceleração prejudique o mercado de trabalho. O Shenzhen Composto, que é menos acompanhado, saltou 3,1%, a 1.760,19 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve alta mais moderada, de 0,5%, a 23.949,55 pontos.

Entre bolsas menores da Ásia, o dia foi de perdas antes da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) que, segundo analistas, deverá preparar o terreno esta semana para começar a elevar os juros norte-americanos de mínimas históricas nos próximos meses. O encontro do Fed começa amanhã e será encerrado na quarta-feira. Em Taiwan, o índice Taiex recuou 0,69%, a 9.512,91 pontos, enquanto nas Filipinas e na Tailândia, as ações perderam mais de 1,0%.

O sul-coreano Kospi, por outro lado, fechou praticamente estável em Seul, com leve alta de 0,08%, a 1.987,33 pontos, após o won sul-coreano renovar mínima em dois anos frente ao dólar durante a madrugada, ainda em reação à decisão do Banco Central da Coreia do Sul de cortar juros na semana passada.

A fraqueza do petróleo, por sua vez, afetou a Bolsa de Sydney, a principal da Oceania. O índice S&P/ASX 200, que reúne as empresas mais negociadas da Austrália, fechou em queda de 0,3%, a 5.797,70 pontos. No setor petrolífero, a Santos caiu 2%, tocando o menor nível em mais de dez anos, enquanto a Oil Search e a Woodside Petroleum perderam 3,8% e 2,2%, respectivamente. A mineradora BHP Billiton, que é também um grande produtor de petróleo, cedeu 1,2%. Com informações da Dow Jones Newswires.