Desde o dia 2 de julho passado, quatro rebocadores arrastam sofregamente uma massa metálica gigantesca de Cingapura, na Ásia, a uma velocidade média de 15 km/h, passando do oceano Índico pelo Cabo da Boa Esperança, ao sul do continente africano. É uma das maiores operações já realizadas por uma empresa brasileira nos mares. O destino é o porto do Rio Grande (RS), onde a encomenda deverá chegar em 7 de setembro. A tal massa metálica tem nome: é o navio cargueiro Majuro, comprado pela Petrobras para se transformar, dentro de dez meses, em uma plataforma de exploração de petróleo. Majuro será reformado rachadupelo Quip, consórcio formado pelas empresas Queiroz Galvão, Ultratec e Iesa, no porto do Rio Grande a partir da segunda quinzena de setembro. É também naquele lugar que está sendo construído o primeiro dique seco de grande porte do País, na região conhecida como superporto. Em outubro do ano que vem será transportado em uma nova megaoperação para o litoral do Rio de Janeiro, seu último destino. Ali será encravado no campo de Marlim Leste, na Bacia de Campos, a 120 quilômetros da costa brasileira. Ao final da operação, que custará US$ 522 milhões aos cofres da Petrobras, o gigante terá números expressivos: 140 metros de altura, 346 metros de comprimento e 56 metros de largura. E, com essas dimensões, deverá produzir diariamente 180 mil barris de óleo e seis milhões de metros cúbicos de gás. A partir daí é bem possível que ninguém mais lembre do nome Majuro ? dado em homenagem à capital das Ilhas Marshall, na Micronésia. Nesse dia Majuro passará a se chamar, simplesmente, P-53.

US$ 522MILHÕES