Até hoje câmbio automático
era o máximo em tecnologia e conforto. Comparado a ele, a
troca de marchas manual
tornou-se uma manifestação
do período pré-jurássico da indústria automobilística. Até
que a Alfa Romeo, uma das mais requintadas grifes de automóveis do mundo, uniu o conforto do câmbio automático à sensação de domínio do carro proporcionado pelo câmbio manual ? e inventou Selespeed, cuja tecnologia foi desenvolvida na Fórmula 1 e transportada para o Alfa 147, o modelo compacto da marca italiana recém-chegado ao mercado brasileiro. Nele, a mudança de marchas é realizada por intermédio de duas borboletas acopladas ao volante ? a da direita aumenta as marchas e a da esquerda reduz.

Eleito Carro do Ano na Europa e no Japão , o 147 é a mais forte aposta da subsidiária brasileira da Alfa Romeo para resgatar por aqui o charme perdido anos atrás devido a uma política de preços equivocada. Há cerca de um ano, a virada teve início. A empresa trouxe para o Brasil três modelos, o 156 (sedã e o sport wagon) e o 166. Agora a linha de produtos foi completada com o 147, cujo preço de venda é superior a US$ 35 mil. Ao mesmo tempo, passou a associar a marca a eventos esportivos e culturais. Um showroom, batizado de Alfa Romeo Studio, foi inaugurado na região dos Jardins, em São Paulo. Os primeiros resultados apareceram. A marca cresceu 10% em 2001, contra queda de 21% do mercado brasileiro de importados de luxo.

Para melhorar esse desempenho, a Alfa conta com outros trunfos do 147, além do câmbio de Fórmula 1. No quesito segurança, por exemplo, apresenta itens inéditos, como seis air bags: dois frontais, dois laterais e dois na forração do teto para proteger as cabeças dos ocupantes em caso de colisão. O requinte não é esquecido em momento algum. O couro dos bancos é inteiramente retirado de uma única peça animal, para que não haja diferença de tonalidade e qualidade. Tudo pensado para comprovar que a perfeição está nos detalhes.