Um tribunal americano acusou formalmente nesta terça-feira a holandesa Tanja Anamary Nijmeijer e outros 17 guerrilheiros das Farc colombianas pelo sequestro de três americanos, libertados em 2008, junto com a ex-líder política Ingrid Betancourt.

Nijmeijer, de 32 anos, é a única europeia alistada nas fileiras das Farc desde a fundação do grupo guerrilheiro, em 1964.

Ela teria se unido às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 2002, segundo as autoridades colombianas.

O júri de uma corte, em Washington, acusou-a, junto com seus 17 correligionários, do sequestro de Marc Gonsalves, Keith Stansell e Thomas Howes, que permaneceram em poder do grupo por mais de cinco anos, até serem resgatados pelo exército junto com Betancourt, no dia 2 de julho de 2008, informou o Departamento de Justiça em comunicado.

A guerrilhliera holandesa fazia parte do grupo que acompanhava o chefe militar das Farc, Jorge Briceño (ou ‘Mono Jojoy’) quando ele morreu durante bombardeio do Exército colombiano, segundo informes da inteligência.

A ata de acusação da corte americana assegura, entre outros detalhes, que os três americanos foram trasladados em várias ocasiões a território venezuelano pelas Farc para fugir do cerco do Exército.

Gonsalves, Stansell e Howes foram capturados em fevereiro de 2003, quando o pequeno avião em que estavam caiu na selva, em território da guerrilha.

Os guerrilheiros executaram imediatamente dois dos cinco sobreviventes do acidente: o piloto também americano Thomas Janis e um sargento colombiano, Luis Alcides Cruz.

Os outros três foram mantidos na selva em meio a “condições bestiais” diz o texto.

A Colômbia já extraditou para os Estados Unidos um guerrilheiro das Farc que participou do sequestro de Betancourt e dos americanos, embora a Corte Suprema de Bogotá tenha negado, depois, a extradição de outros.

O guerrilheiro extraditado, Ricardo Palmera, ou “Simón Trinidad”, foi condenado a 60 anos de prisão em Washington.

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