16/06/2015 - 19:09
Washington trabalha para garantir que as sanções contra o Irã possam ser restauradas sem o aval de Rússia e China caso Teerã viole qualquer acordo sobre sua política nuclear, afirmou nesta terça-feira a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Samantha Power
A administração Obama também rejeitará qualquer acordo final com o Irã sobre seu programa nuclear que não tenha assegurado o acesso às instalações militares iranianas sob suspeita, disse Power ao Comitê de Assuntos Externos da Câmara de Representantes.
O presidente Barack Obama “tem sido muito claro, desde o início, em que não podemos permitir um procedimento no qual a resposta fique nas mãos de Rússia ou China”.
Irã e o Grupo 5+1 (Estados Unidos, Grã-Bretanha, China, Rússia, França e Alemanha) negociam um acordo sobre o programa nuclear iraniano, tendo o dia 30 de junho como prazo final.
Um dos temas mais espinhosos no debate é a suspensão das sanções ao Irã aplicadas por Estados Unidos, União Europeia e ONU.
Teerã pede o fim imediato das sanções, mas é provável que o acordo preveja uma suspensão gradual das medidas em troca de ações por parte do Irã para reduzir seu programa nuclear.
Diplomatas ocidentais afirmam que está se preparando um mecanismo que permita retomar as sanções das Nações Unidas caso Teerã viole o acordo, que provavelmente envolverá um painel com os seis membros do Grupo 5+1.
Mas alguns países não querem que este painel observe o mesmo poder de veto exercido na ONU, onde apenas um dos membros permanentes pode bloquear uma decisão.
“Não apoiaremos um mecanismo ou acordo que nos deixe vulneráveis”, destacou Power.
Os negociadores também buscam garantir que o Irã aceite no futuro inspeções repentinas em instalações militares suspeitas. “Os inspetores internacionais precisam ter a prerrogativa de entrar em um sítio a qualquer momento”, destacou o presidente do Comitê, Ed Royce.