O governo americano fez um apelo à Ucrânia e à Rússia pela restauração da ordem e condenou a “inaceitável” violência, nesta sexta-feira, na cidade ucraniana de Odessa.

“A violência e o caos que levaram a tantas mortes sem sentido e ferimentos são inaceitáveis”, declarou a porta-voz adjunta do Departamento de Estado americano, Marie Harf, após a morte de pelo menos 31 pessoas em um incêndio em Odessa.

“Hoje, a comunidade internacional deve permanecer unida para apoiar o povo ucraniano que suporta esta tragédia”.

Ao menos 31 pessoas morreram no incêndio de um prédio de Odessa, no sul da Ucrânia, que segundo a imprensa local era ocupado por militantes pró-Rússia.

Harf pediu às partes em conflito que aliviem a tensão, apelando tanto a Kiev como a Moscou para que trabalhem visando “uma imediata redução da tensão”.

“Fazemos um apelo a todas as partes para que atuem juntas na restauração da calma, da lei e da ordem, e pedimos às autoridades ucranianas para realizem uma investigação exaustiva para identificar e julgar os responsáveis” pelo incêndio desta sexta.

“A violência e os esforços para desestabilizar o país devem terminar”, acrescentou a porta-voz, ao destacar a necessidade de se aplicar os acordos de paz firmados em março passado, em Genebra.

O incêndio em Odessa, às margens do Mar Negro, ocorreu após uma manifestação em favor da unidade da Ucrânia que foi violentamente atacada por militantes pró-russos, o que deixou quatro mortos e ao menos 15 feridos.

Além dos incidentes em Odessa, o Exército ucraniano lançou nesta sexta uma ofensiva para recuperar a cidade separatista de Slaviansk, no leste do país, em uma operação que deixou “muitos mortos e feridos”.

O presidente interino da Ucrânia, Olexander Turchynov, disse que dois soldados ucranianos morreram na ofensiva, enquanto uma porta-voz insurgente indicou a morte de três rebeldes e dois civis.

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