Os Estados Unidos criticaram nesta segunda-feira a abertura à população iraquiana da chamada “zona verde” de Bagdá, uma área da capital sob fortes medidas de segurança e onde se encontram a sede do governo e diversas embaixadas.

“Manifestamos em várias ocasiões nossa preocupação sobre a flexibilização das restrições” na zona verde, antigo símbolo da ocupação americana, lembrou o porta-voz do departamento de Estado Mark Toner em entrevista coletiva.

Washington vai “vigiar estreitamente quais são as condições de segurança (…) e continuará adaptando o dispositivo de segurança” de sua embaixada “caso seja necessário”, disse o diplomata americano.

O funcionário destacou que as autoridades iraquianas mantiveram o governo americano informado sobre sua decisão de abrir a zona verde.

No domingo passado, o primeiro-ministro iraquiano, Haider al Abadi, anunciou a abertura ao público desta zona internacional, com a manutenção de apenas algumas restrições.

Ocupada desde a invasão de 2003 pelas forças americanas, esta zona de 10 km2 no coração de Bagdá era considerada pelos iraquianos como o símbolo da ocupação dos EUA até seu controle ser transferido às autoridades nacionais, em 2009.

A zona verde é cercada por altos muros de cimento e protegida por tanques, veículos blindados e tropas de elite.

As Forças Armadas dos Estados Unidos se retiraram do Iraque no final de 2011, mas a embaixada e os deslocamentos dos funcionários americanos em Bagdá mantêm altos níveis de segurança.