O cidadão cubano-americano Luis Peña Soltrén, que sequestrou um avião e o obrigou a voar para Cuba, em 1968, foi condenado nesta terça-feira a 15 anos de prisão.

Peña Soltrén, fugitivo em Cuba durante mais de 40 anos, entregou-se às autoridades americanas em outubro de 2009.

Em março de 2010, declarou-se culpado do sequestro da aeronave, da companhia aérea Pan Am.

Peña Soltrén expressou remorso por este episódio, mas o juiz Alvin Hellerstein, que o condenou, respondeu: “às vezes é importante sofrer uma pena rigorosa”.

O voo Pan Am 281 de 24 de novembro de 1968 se dirigia a Porto Rico quando Peña Soltrén e dois cúmplices o sequestraram com pistolas e facas, desviando o avião em direção a Havana.

Foi por motivos políticos, em protesto pela política exterior americana em relação à ilha.

Os dois cúmplices de Peña Soltrén, José Rios e Miguel Castro, foram presos em meados dos anos 1970 e condenados a 15 e 12 anos de prisão, respectivamente.

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