O czar antidrogas dos Estados Unidos, Gil Kerlikowske, defendeu nesta terça-feira na Colômbia, principal produtor mundial de cocaína, o novo enfoque da política antidrogas de Washington, com maior insistência na prevenção ao consumo e no tratamento de dependentes.

“Sabemos que os Estados Unidos são um grande mercado”, disse o diretor do departamento para o controle de drogas da Casa Branca, que insistiu na “responsabilidade partilhada dos Estados Unidos” nesta luta.

A nova estratégia definida pelo governo de Barack Obama, afirmou, “é balanceada”.

“O presidente Obama pediu ao Congresso um aumento (do orçamento) para prevenção e tratamento” da dependência química, enfatizou Kerlikowske após visitar a cidade de Usme, no sul de Bogotá, onde um parque – antes usado por viciados – foi reabilitado com recursos americanos.

O funcionário americano, que chegou na segunda-feira, teve antes um encontro com o ministro da Defesa colombiano, Rodrigo Rivera, e planeja reunir-se à tarde com o presidente da República, Juan Manuel Santos.

A Colômbia, país que Kerlikowske qualificou de “líder regional” na luta contra os traficantes, é o país da América Latina que recebe mais ajuda direta dos Estados Unidos.

Esta se canalizou desde os anos 2000 através do chamado Plano Colômbia de luta contra as drogas e os grupos armados.

A polícia e o exército colombiano têm sido os principais beneficiários da ajuda, que totaliza cerca de 7 bilhões de dólares desde 2000 e que tinha como objetivo principal diminuir a oferta de cocaína, erradicando o seu cultivo.

No entanto, com a mudança de prioridades da política antidrogas americana, esta vem minguando, passando em 2009 de 521 milhões de dólares anuais a US$ 465 milhões para o ano fiscal de 2010.

Segundo Washington, a produção colombiana passou de 700 toneladas de cocaína em 2001 a 270 toneladas em 2009.

As Nações Unidas, ao contrário, estimam que a Colômbia tenham produzido em 2009 umas 410 toneladas, sendo o maior produtor mundial juntamente com o Peru.

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