O governo dos Estados Unidos manifestou preocupação nesta terça-feira com os esforços mobilizados pelos grupos pró-russos para organizar “um referendo fraudulento” em 11 de maio, no leste da Ucrânia.

O secretário americano de Estado, John Kerry, criticou severamente os esforços para organizar este referendo com objetivos separatistas, e afirmou que trata-se do mesmo que ocorreu na Crimeia em março passado.

“Este é o mesmo roteiro da Crimeia e nenhuma nação civilizada reconhecerá o resultado deste referendo fraudulento”.

A porta-voz do departamento de Estado, Jennifer Psaki, já havia alertado: “estamos prestes a repetir o cenário da Crimeia”.

“Se a Rússia der o próximo passo” e anexar o leste da Ucrânia, vai desencadear “severas sanções europeias e americanas”, advertiu a porta-voz.

Kerry e Psaki se referiam ao plebiscito de 16 de março passado, que antecedeu a anexação da Crimeia à Rússia.

O líder separatista da autoproclamada “República de Donetsk”, Denis Puchilin, anunciou no final de abril sua intenção de organizar um referendo em 11 de maio nesse território ao sudeste da Ucrânia.

A votação é considerada ilegal por Kiev e pelo Ocidente.

Nesta terça, a Ucrânia pediu ajuda à comunidade internacional para realizar a eleição presidencial em 25 de maio. O pleito eleitoral é classificado como “absurdo” por Moscou, e sua realização está ameaçada pela violência separatista que assola o país.

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