29/10/2015 - 22:23
O chefe de Operações Navais dos Estados Unidos, almirante John Richardson, conversou com seu homólogo da China, almirante Wu Shengli, em uma videoconferência nesta quinta-feira, dois dias depois que um destróier americano navegou perto das ilhotas artificiais construídas por Pequim no mar da China Meridional.
A conversa entre os almirantes John Richardson e Wu Shengli, que comanda a Marinha chinesa, durou cerca de uma hora.
O porta-voz do Pentágono, capitão Jeff Davis, disse que ambos os oficiais trataram das “operações relacionadas à liberdade de navegação, às relações entre ambas as Marinhas, incluindo visitas pendentes a portos e a importância de manter o diálogo atual”.
O porta-voz da Marinha americana, Tim Hawkins, disse que o diálogo foi “profissional e produtivo”.
O lança-mísseis “USS Lassen” navegou a menos de 12 milhas náuticas de uma das ilhas reivindicadas pela China, no disputado arquipélago das ilhas Spratly, na terça-feira.
Esse movimento enfureceu Pequim, que convocou o embaixador americano e denunciou o que classificou de ameaça à sua soberania.
O governo de Pequim reivindica direitos sobre a quase totalidade do Mar da China Meridional, onde o governo realiza grandes obras que estão transformando os recifes em portos, pistas e outras infraestruturas.
Os Estados Unidos rejeitam essa reivindicação, alegando que a China não pode construir, dessa forma, uma soberania nessas águas estratégicas, pelas quais Pequim tem contenciosos com seus vizinhos asiáticos.
Wu e Richardson concordaram em realizar outra videoconferência ainda este ano.
Na terça-feira, um oficial americano disse à AFP que a US Navy enviará mais navios de guerra para perto das polêmicas ilhotas.