A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, disse nesta segunda-feira que espera que os militares responsáveis pelo poder no Egito levantem o estado de emergência vigente há três décadas, mas evitou dar um prazo.

“Este é um processo de egípcios que deve ser dirigido e definido pelo povo egípcio. Uma das demandas que apoiamos durante muito tempo é levantar o decreto de emergência”, disse Hillary em uma entrevista à rede de televisão Al-Jazeera.

“Houve um anúncio de que isso será feito e esperamos que assim seja”, disse a chefe da diplomacia americana.

O Conselho Supremo das Forças Armadas que sucedeu o presidente Hosni Mubarak, que renunciou na sexta-feira após uma revolta popular de 18 dias, fixou um calendário de seis meses para a realização de eleições gerais.

No entanto, ainda não foi divulgada uma data para terminar com a lei de emergência, que concede amplos poderes para a detenção de pessoas, e que Mubarak manteve em vigor durante seus quase 30 anos no poder.

Hillary recusou-se a dar um prazo para o levantamento desta lei, e disse que os EUA e outros países só podem dar “apoio aos egípcios”, mas não pretender saber mais do que eles.

Em outra declaração aos jornalistas durante uma visita ao Congresso americano, Hillary mostrou-se satisfeita com o comportamento do exército egípcio.

“No momento é muito difícil para os militares egípcios”, expressou a secretária, acrescentando: “as medidas que tomaram até agora são alentadores, mas ainda há muito a ser feito”.

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