20/07/2010 - 9:56
As principais economias do mundo, reunidas em Washington para uma cúpula sobre energia limpa, comprometeram-se nesta terça-feira a reduzir o consumo dos grandes “devoradores” de eletricidade que são, por exemplo, os aparelhos de TV, a fim de economizar a produção de cerca de 500 usinas elétricas.
Os ministros de Energia e altos funcionários de 21 países, entre os quais Estados Unidos, França, China e Índia, se reúnem na capital americana a convite do governo Obama com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento de fontes de energia limpa.
No segundo e último dia de reunião, o secretário americano de Energia, Steven Chu, disse que os participantes concordaram com 11 iniciativas para promover as energias limpas. Chu manifestou a esperança de que estas diretrizes permitam poupar a energia produzida por 500 usinas elétricas de média capacidade nos próximos 20 anos.
Nesta cúpula, “tomamos consciência de que, colaborando, podemos conseguir mais e mais rápido do que trabalhando em separado”, disse Chu aos jornalistas.
“Se continuarmos apenas reagindo às crises imediatas sem antecipá-las, tropeçaremos de novo na mesma pedra”, disse o secretário em entrevista coletiva.
Uma das iniciativas consiste em incitar os países participantes a encontrarem a forma para que os aparelhos eletrodomésticos, como televisões e refrigeradores, consumam menos eletricidade.
Estados Unidos, Japão, Índia e União Europeia prometeram engajar-se na iniciativa.
Outro ponto no qual os participantes concordaram foi a modificação das normas de construção para que os novos edifícios consumam menos energia.
Atualmente, os prédios grandes – como edifícios de escritórios e fábricas – consomem metade da energia produzida no mundo.
As nações presentes na cúpula também se comprometeram a trocar ideias e reflexões sobre o desenvolvimento de veículos elétricos. Também trabalharão juntas na implantação de “redes inteligentes de distribuição de eletricidade”, que se supõe que satisfaçam melhor a demanda dos consumidores.
Grã-Bretanha e Austrália, por sua vez, prometeram colocar-se como ponta de lança no desenvolvimento do chamado procedimento de “captação e reserva de dióxido de carbono”, que permite reduzir as emissões deste que é o principal gás causador do efeito estufa.
“Trata-se de tomar medidas concretas. Não se trata de um posicionamento filosófico”, explicou Steven Chu.
Apesar de a reunião ter sido organizada com o objetivo inicial de trocar ideias, sem abordar a questão do financiamento, vários países anunciaram que pensam aumentar os recursos dedicados ao investimento e ao desenvolvimento.
Chu anunciou que o volume total que os participantes dedicarão à pesquisa chega a “centenares de milhões de dólares”.
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