04/08/2010 - 22:55
A Coreia do Norte permanece fora da lista negra dos países que apoiam o terrorismo publicada nesta quinta-feira pelos Estados Unidos, apesar do torpedeamento de uma corveta sul-coreana. Washington manteve na lista Irã, Sudão, Síria e Cuba.
Apesar dos apelos feitos no Congresso, desde o naufrágio do Cheonan, em março, para que Washington volte a introduzir Pyongyang na relação, a Coreia do Norte conseguiu escapar do relatório anual do Departamento de Estado sobre o terrorismo, que cobre o ano de 2009.
No final de junho, a diplomacia americana havia estimado que o afundamento da corveta não era uma ação terrorista, mas um ato de provocação entre os dois exércitos.
Em 2008, o presidente George W. Bush tinha retirado a Coreia do Norte da lista, após o compromisso do país de pôr fim a seu programa nuclear. Mas em junho de 2009, 16 senadores republicanos pediram que o presidente Barack Obama reinserisse Pyongyang, em seguida à realização de um teste nuclear.
Apelos semelhantes foram ouvidos do Senado, após o incidente com o Cheonan.
Segundo o Departamento de Estado, o Irã permaneceu no ano passado como “o principal sustentáculo do terrorismo”, pelo apoio concedido ao Hamas nos territórios palestinos e ao Hezbollah no Líbano, assim como ao movimento Talibã no Afeganistão e aos grupos xiitas no Iraque.
“O apoio financeiro, material e logístico do Irã a movimentos terroristas e ativistas no Oriente Médio e na Ásia Central teve impacto direto nos esforços internacionais em favor da paz”, segundo o ministério de Hillary Clinton.
No que diz respeito ao Sudão, o informe reconhece que Cartum coopera com os esforços antiterroristas dos Estados Unidos; mas destaca que “elementos terroristas inspirados pela Al-Qaeda, assim como os ligados à Jihad Islâmica palestina e ao Hamas, permaneceram no Sudão, em 2009”.
A mesma acusação foi feita à Síria, que abriga, segundo Washington, membros do Hamas, da Jihad Islâmica e da Frente de Libertação da Palestina-Comando Geral (FPLP-CG).
Quanto a Cuba, a diplomacia americana reprova ao país apoiar o grupo separatista basco ETA, assim como dois grupos colombianos, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN).
O relatório estima que 11.000 atentados foram cometidos ano passado em 83 países, fazendo 15.700 mortos. Essas cifras revelam uma redução, pelo segundo ano consecutivo, da ordem de 6% no número de atentados e de 5% no de mortos. Mas o Centro Nacional de Antiterrorismo (NCTC), que fornece os números, advertiu que não devem servir para avaliar o sucesso ou não dos esforços dos Estados Unidos neste campo.
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