02/05/2011 - 0:17
O assessor antiterrorismo do presidente Barack Obama, John Brennan, recusou-se a descartar o apoio oficial do Paquistão a Osama Bin Laden e afirmou que Islamabad só soube da operação que abateu o líder da Al-Qaeda depois que as forças dos EUA deixaram o espaço aéreo paquistanês.
“Estamos observando agora como ele conseguiu ficar lá por tanto tempo e se teve ou não algum tipo de sistema de suporte dentro do Paquistão que permitiu sua permanência lá”, disse Brennan à imprensa.
O assessor acrescentou que a morte de Bin Laden foi um “momento decisivo” na guerra contra o terrorismo, e que os Estados Unidos pretendem enterrar o resto da Al-Qaeda com ele.
A eliminação de Bin Laden foi “um momento decisivo na guerra contra a Al-Qaeda, na guerra contra o terrorismo, ao decapitar a cabeça da serpente conhecida como Al-Qaeda”, disse.
“Isso terá repercussões que penso que serão muito importantes em toda a área de atuação da Al-Qaeda”, afirmou, acrescentando que “esperamos enterrar o resto da Al-Qaeda junto com Bin Laden”.
No entanto, Brennan ressaltou que a rede extremista, apesar de ser um “tigre ferido”, continua sendo perigosa.
“Acho que sempre existe a possibilidade de que grupos terroristas ataquem e se vinguem após uma operação como essa”, disse aos jornalistas na Casa Branca.
A Al-Qaeda está ferida, “mas estamos decididos a destruí-la. Creio que temos mais chances de destruí-la agora sem Bin Laden”, acrescentou.
O assessor de Obama informou também que uma mulher, que morreu junto com o líder da Al-Qaeda durante a operação americana “serviu de escudo” humano.
“Pelo que entendi, e as informações detalhadas ainda estão chegando a nós (…), quando Bin Laden estava em posição para ser atingido, ela estava posicionada de uma forma que indica que foi utilizada como escudo”, acrescentou.
Brennan disse que não está claro “se Bin Laden ou seu filho a colocaram ali, ou se ela mesma fez isso”.
“De acordo com o que entendi, ela também foi abatida (…). Era uma das mulheres de Bin Laden”, acrescentou Brennan.
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