As situações na Líbia e no Bahrein são diferentes, afirmou neste domingo o assessor do presidente Barack Obama para a Segurança Nacional, Tom Donilon, ao justificar a diferente reação de Washington à repressão nos dois países.

Os cenários “no Bahrein e na Líbia não são comparáveis”, disse Tom Donilon, que qualificou o governo de Manama como um “aliado de longa data dos Estados Unidos”, durante um contato com a imprensa no Rio de Janeiro.

“No Bahrein, o governo tentou iniciar um diálogo com os grupos da oposição. Apelamos às duas partes para dialogar. A evitar confrontos e obter uma solução política aos problemas. Este é nosso objetivo”.

O conselheiro para Segurança Nacional Ben Rhodes destacou que a “magnitude da violência contra civis e a possibilidade de atrocidades iminentes” na Líbia levou os Estados Unidos a adotar uma linha dura contra o regime de Khadafi.

A onda de protestos da maioria xiita por reformas e contra a dinastia sunita dos Al Khalifa, que sacode o Bahrein desde fevereiro passado, já deixou 17 mortos e centenas de feridos.

Na quarta-feira passada, a polícia reprimiu com violência os manifestantes que ocupavam a Praça Pérola de Manama, epicentro dos protestos contra o regime barenita.

As autoridades também aplicaram um toque de recolher, entre 16H00 e 04H00 local nos bairros do centro de Manama onde se concentram as manifestações.

O ataque contra os manifestantes aconteceu depois de o rei Hamad Ben Isa Al Khalifa decretar o estado de emergência, um dia após receber apoio bélico de outras monarquias do Golfo, especialmente da Arábia Saudita.

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