Os Estados Unidos pediram aos militares líbios que “parem de lutar” contra seu próprio povo e que não obedeçam às ordens do coronel Muamar Kadhafi, declarou nesta quinta-feira uma autoridade do Pentágono, o vice-almirante Bill Gortney.

“Nossa mensagem é simples: parem de lutar, deixem de matar sua própria gente, deixem de obedecer às ordens do coronel Kadhafi”, ressaltou o vice-almirante William Gortney aos jornalistas durante uma reunião do Pentágono.

Gortney acrescentou que os ataques da coalizão internacional serão mantidos enquanto as forças leais a Kadhafi continuarem massacrando a população líbia.

O Exército líbio voltou a atacar nesta quinta-feira as cidades de Ajdabiya e Misrata, disse o alto funcionário militar, acrescentando que a coalizão está tentando destruir nessas regiões as estruturas de comando líbias, sua logística e seus depósitos de munição, “para pressionar as tropas” no interior dessas cidades.

“Mas não atacamos o interior” das cidades, disse.

Nas últimas 24 horas, as forças da coalizão lançaram 12 mísseis Tomahawk, contra os sistemas de defesa anti-aérea e contra um lugar onde estavam armazenados mísseis Scud, e efetuaram 130 missões aéreas, a metade delas a cargo dos outros países da coalizão, explicou o vice-almirante.

França, Reino Unido, Itália, Espanha, Bélgica, Canadá, Qatar e Dinamarca participam das operações aéreas ao lado dos Estados Unidos.

No total, 38 navios, entre eles 12 americanos, permanecem ao longo da costa líbia e participam das operações.

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