A Casa Banca reiterou neste domingo que mantém seu apoio à Comunidade Econômica dos Estados da África do Oeste (CEDEAO) na crise que atinge a Costa do Marfim e mais uma vez que o atual presidente Laurent Gbabgo renuncie ao poder.

Reunida na sexta-feira na capital nigeriana, a CEDEAO – que inclui 15 países da África Ocidental – decidiu enviar uma última missão diplomática de alto nível à Costa do Marfim para tentar negociar a renúncia pacífica de Laurent Gbagbo, ameaçando processar os responsáveis pela onda de violência que aterrorizou o país depois das eleições.

Na próxima terça-feira, três presidentes africanos visitarão Abidjan em uma última tentativa de convencer Gbagbo, de 65 anos, a ceder o poder a Alassane Ouattara, que venceu as eleições de 28 de novembro. Caso isto não aconteça, o próximo passo das potências regionais pode ser uma intervenção militar.

Gbagbo, que alega ser o verdadeiro vencedor do pleito presidencial, parece irredutível em sua posição, e recusa-se a entregar o poder ao rival Ouattara – cujo triunfo nas urnas foi reconhecido pela ONU e pela comunidade internacional.

Neste domingo, Gbagbo mostrou-se firme em sua posição de conservar o poder e reagiu à ameaça de intervenção dos países vizinhos afirmando que qualquer tentativa de derrubá-lo provocará uma guerra civil. Ele também denunciou um complô da França e dos Estados Unidos para afastá-lo do poder.

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