O governo de Barack Obama advertiu nesta quarta-feira que a cobertura de saúde para nove milhões de hispânicos nos Estados Unidos corre perigo ante as tentativas republicanas de revogar a reforma da saúde.

Com a reforma aprovada em março de 2010, fica a disposição destes nove milhões de hispânicos a cobertura de saúde da qual atualmente precisam, mas “se a revogação tiver êxito, se tornará mais inalcançável do que nunca para eles”, indicou a secretária de Saúde, Kathleen Sebelius, em uma teleconferência.

Após as eleições legislativas de novembro, nas quais conquistaram a maioria na Câmara de Representantes, a oposição republicana fixou como prioridade revogar a reforma da saúde, projetada para estender a cobertura de saúde para mais 31 a 36 milhões de americanos.

Dos 48 milhões de hispânicos nos Estados Unidos, um terço precisa de cobertura de saúde e a metade não tem acesso regular a um médico, segundo números da Casa branca.

Os republicanos se preparavam para votar nesta quarta-feira a revogação da reforma, uma iniciativa principalmente simbólica, que não tem muito futuro no Senado, ainda dominado por democratas.

“É muito pouco provável que o Senado a aprove e certamente o presidente não assinaria”, afirmou Sebelius, que, no entanto, advertiu que a iniciativa republicana na Câmara “é apenas o início do que certamente será uma longa batalha”.

A verdadeira luta ocorrerá no momento da atribuição de verba no Congresso, onde “a Câmara fará tudo o que puder para reduzir os recursos para implementar a reforma e o Senado tentará aumentar estes recursos”, disse a legisladora democrata Lucille Roybal-Allard.

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