Os Estados Unidos saudaram nesta quinta-feira a criação de um mandato de relator especial da ONU sobre os Direitos Humanos no Irã, e viram “um avanço importante para o povo iraniano”.

“Esta decisão, apesar de todas as tentativas do governo iraniano de silenciar a oposição e os dissidentes, dará uma voz” para revelar ao mundo as dificuldades dos iranianos, declarou Mark Toner, um porta-voz do Departamento de Estado.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU adotou nesta quinta-feira uma resolução criando pela primeira vez desde 2002 um mandato de relator especial sobre a situação dos Direitos Humanos no Irã, e manifestou a sua “preocupação” com o aumento da repressão no país.

O texto, apresentado pela Suécia, foi apoiado pelo Brasil, que durante o governo Lula evitou adotar posições desfavoráveis ao regime do presidente Mahmud Ahmadinejad. Ele foi adotado por 22 votos a favor, 7 contra e 14 abstenções.

O Irã não autoriza desde 2002 a renovação do mandato de relator especial no país e também não deixa nenhum dos relatores temáticos da ONU visitar seu território desde 2005.

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