04/02/2011 - 4:10
O tempo para que Laurent Gbagbo, o homem forte da Costa do Marfim, deixe o poder pacificamente está se esgotando, disse esta sexta-feira o embaixador dos Estados Unidos neste país africano.
“A janela para que Gbagbo parta de forma honrada e pacífica, com uma anistia, está se fechando”, disse Philip Carter, embaixador americano em Abidjan, a jornalistas em Washington.
Carter admitiu que não pode prever o fim da crise. Gbagbo se negou a entregar o poder a Alassane Ouattara, vencedor das eleições de 28 de novembro, reconhecido pela comunidade internacional, e que resiste em um hotel da capital marfinense.
O diplomata americano destacou que Gbagbo já não tinha meios para pagar as Forças Armadas marfinenses e que estas se distanciariam de seu regime.
Segundo Carter, Gbagbo se limita a “roubar” empresas através da extorsão para pagar os salários dos militares.
“Gbagbo existe por uma única razão: tem o apoio das Forças Armadas. É tudo. O que farão (os militares) se não puderem pagar a eles? Se manterão fiéis?”, perguntou o embaixador.
Em Nova York, o chefe da missão da ONU para a conservação da paz no país (ONUCI), Choi Yong-Jin, também disse esta sexta-feira que Gbagbo enfrentaria dificuldades crescentes para pagar os funcionários e que a suspensão do financiamento africano poderia favorecer Ouattara.
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