A desaceleração da inflação anual da zona do euro, para 0,5% em maio de 0,7% em abril, levou o euro a atingir brevemente mínimas em três meses ante o dólar mais cedo. Esse movimento, porém, acabou atraindo compradores interessados em realizar lucros após a desvalorização recente da moeda única, segundo o Citigroup.

Para o estrategista Valentin Marinov, a maior surpresa foi o núcleo da inflação ter voltado para o nível recorde de 0,7%, o que “aumenta as chances de mais revisões significativas nas projeções (de inflação do BCE) para o médio prazo”. “Se isso se confirmar, pode ser visto como um sinal de que o (relaxamento quantitativo) poderá ser utilizado antes do esperado”, comentou Marinov.

Às 8h42 (de Brasília), o euro subia a US$ 1,3621, de US$ 1,3599 no fim da tarde de ontem, e após chegar a operar a US$ 1,3586 na mínima do dia.