A força econômica do setor brasileiro de eventos aparece em um novo estudo: cerca de 300 mil empresas integram o segmento. Juntas, foram responsáveis por um faturamento de R$ 813,5 bilhões em 2024, o equivalente a 4,6% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

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Os dados integram o III Dimensionamento do Setor de Eventos no Brasil (2024/2025), elaborado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) em parceria com a ABEOC Brasil (Associação Brasileira de Empresas de Eventos) e a FIEC (Federação das Indústrias do Estado do Ceará). O estudo, que será publicado na tarde desta quinta-feira, 7, foi enviado antecipadamente para a IstoÉ Dinheiro.

Em uma comparação histórica, o faturamento do setor cresceu 92,5% em relação ao II Dimensionamento (2013/2014) e 355,9% na comparação com o primeiro estudo, de 2001/2002.

No ano de 2024, as empresas promoveram mais de 10 milhões de eventos. O público somado chegou a 1,7 bilhão de participações, e foram gerados 12,7 milhões de empregos.

Mais da metade dos eventos monitorados (55,2%) são de caráter sociocultural, assim definidos por promover “a valorização da identidade local, com integração geracional, abertos ao público e realizados em espaços comunitários”.

Micro e pequenas empresas destacam-se no setor de eventos

O estudo aponta ainda que microempresas (ME) representam 73,1% do segmento, seguidas por empresas de pequeno porte, que correspondem a 22,8%.

“Os pequenos negócios mostram sua força em todas as atividades, e no setor de eventos não seria diferente”, afirma o presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, que destaca ainda a crescente valorização da sustentabilidade. “Uma pesquisa do Sebrae mostra essa consciência entre empreendedores: 93% dos donos de pequenos negócios brasileiros consideram importantes ou muito importantes práticas de sustentabilidade socioambiental”, segue.

No período analisado, 76% dos eventos adotaram algum tipo de gestão de resíduos e 57% utilizaram materiais sustentáveis em suas operações. “Os números demonstram que há um compromisso crescente com práticas mais responsáveis, alinhadas às exigências do mercado e da sociedade”, afirma a presidente da ABEOC Brasil, Enid Câmara de Vasconcelos.