04/01/2026 - 9:00
Roubos e furtos de celulares ainda são uma grande questão a ser considerada ao falar sobre segurança pública no país. De acordo com o 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram mais de 930 mil aparelhos roubados e furtados em 2024, com 431,7 roubos e furtos a cada 100 mil habitantes no país. Levantamento do Itaú Unibanco identificou um aumento na incidência de casos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais.
Como o smartphone reúne informações pessoais, como dados bancários, a atenção na hora de se proteger deve ser redobrada para evitar que os criminosos tenham acesso a informações sensíveis.
“A digitalização acelerada no período pós-pandemia transformou os celulares em ferramentas essenciais para a nossa vida diária. O valor do dispositivo vai muito além do hardware: está nos mecanismos financeiros e nos dados sensíveis armazenados nele. Atualmente, a pessoa é ameaçada no momento do assalto para desbloqueio de tela e fornecimento da senha. Isso exige uma abordagem integrada de segurança pública e digital”, destaca Victor Thomazetti, superintendente de Prevenção a Fraudes do Itaú Unibanco.
O especialista também destaca a importância da ferramenta Celular Seguro, do governo Federal, que permite que, em caso de roubo ou furto, o cidadão acione o bloqueio imediato do aparelho, da linha telefônica e de aplicativos bancários. “Quanto mais pessoas utilizarem esse recurso, menor será a possibilidade de os criminosos usarem os dispositivos para fraudes”, afirma.
Confira práticas que podem ser adotadas por indivíduos e empresas para tornar dispositivos e dados mais seguros.
Para pessoas físicas
- Ative autenticação em dois fatores para aplicativos críticos, como bancos e redes sociais, e configure funções de rastreamento remoto, como “Buscar iPhone” (iOS) ou “Encontre Meu Dispositivo” (Android).
- Utilize biometria facial ou digital para bloquear aplicativos importantes, como os de bancos, e-mails e redes sociais. Na plataforma iOS, habilite a função “Exigir Face ID” e em dispositivos Android, ative o “Bloqueio de Apps”, disponível em alguns aparelhos.
- Considere ocultar aplicativos sensíveis usando ferramentas como o “Espaço Privado”ou “Pasta Segura” em alguns dispositivos Android, ou oculte apps no iOS com recursos de privacidade adicionais. Além disso, evite salvar informações sensíveis no celular. Adote um app de gestão de senhas confiável ou, para maior segurança, anote suas senhas em um lugar seguro fora do celular.
- Configure uma senha para o seu cartão SIM. Isso impede que criminosos utilizem o chip do celular para acessar mensagens de autenticação ou realizar ações fraudulentas.
- No que diz respeito à segurança financeira, opte por limites baixos de transação em seus aplicativos bancários e oculte saldos e investimentos. Uma dica extra é usar um segundo aparelho, exclusivo para transações financeiras, e mantê-lo em local seguro.
- Caso tenha sido vítima de roubo ou furto, avise imediatamente o banco e solicite o bloqueio de contas e cartões. Altere todas as suas senhas, registre um boletim de ocorrência e bloqueie o IMEI do dispositivo com a operadora.
Para pessoas jurídicas
- Empresas podem minimizar riscos garantindo que dispositivos corporativos utilizem autenticação biométricas estejam configurados com rastreamento remoto para localização e bloqueio em caso de perda ou roubo.
- Implemente limites de acessos e rotinas de auditoria para monitoramento constante de dispositivos e sistemas financeiros. Assim, sua empresa estará mais protegida contra fraudes e violações de segurança.
- Por fim, é essencial realizar treinamentos frequentes com os colaboradores para reforçar boas práticas de segurança digital, como a não utilização de dispositivos pessoais para acessar sistemas sensíveis ou armazenar informações bancárias da companhia.
