O ex-ministro da Agricultura, Neri Geller, foi isento de acusações de  que ele teria se beneficiado de fraudes na negociação de terras da  União destinadas à reforma agrária. Em 2014, a Justiça Federal em Mato  Grosso havia pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para  investigar Neri, que na época ainda era ministro. Conforme o inquérito  da Operação Terra Prometida, deflagrada no fim de 2014 pela Polícia  Federal, Neri e os irmãos Odair e Milton integrariam o que se chamava de  ”Grupo Geller”, que possuiria entre 15 e 18 lotes obtidos  irregularmente no Assentamento Itanhangá/Tapurah, do Instituto Nacional  de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Agora, um  relatório da Comissão de Ética Pública da Presidência da República  mostra que o ex-ministro ficou isento das suspeitas. Em um documento  curto, de duas páginas, o relator do caso, o conselheiro Mauro de  Azevedo Menezes, diz que a PF confirmou que Geller nunca foi investigado  pela operação, embora tenha tido seu nome citado no inquérito. Ainda  segundo esse relatório, a polícia informou que nos autos não há  ”elementos de informação que demonstrem a participação do ex-ministro  nos crimes em apuração na operação Terra Prometida”. Diante disso, o  relator pediu, em janeiro deste ano, o fim do processo no conselho de  ética.